Não sofra sozinho! ENCONTRE AQUI quem pode cuidar de você!

por: Marilice Costi
  • Em 2016, estive em contato com a Direção de uma Escola e soube que a mãe de um menino autista severo se encontrava em desespero. A família da mãe fora embora por não saber o que fazer, ou por não suportar o nível de exigência de cuidados e a dor da mãe, ou por querer se livrar da responsabilidade de cuidar de duas pessoas adoecidas. O receio era que ela se suicidasse.
  • Muitas mães se suicidam por não suportarem tanto sofrimento. Meu filho autista era um menino e eu passei por esse desespero. Eu invejava uma pessoa louca que eu vira sentada no meio-fio da calçada. Eu queria me desligar do mundo. Estar lúcida me fazia pensar e sentir, e eu estava no meu limite. Sentia-me impotente frente às dificuldades do meu filho especial e o sofrimento dos outros filhos. Eram três.
  • Recebi ajuda assim que minha tia e minha mãe vieram me visitar. Logo providenciaram apoio. Precisava estar bem para poder atender a meu filho. E assim saí de Porto Alegre e recebi auxílio em uma imersão com um tratamento alternativo.
  • Era a década de 70. As mães de autistas eram "mães geladeiras", as que não se vinculam ao filho e era por isso que eles se tornavam autistas... Uma culpa para a qual reagi.  Era eu quem sabia do meu amor!
      • CUIDAQUI.com tem este propósito:
      • :oferecer cuidados aos familiares desde a notícia sobre um filho especial até o momento em que não há mais como cuidar dele! 
  • CUIDAR DE FAMILIARES
  • No final do século, depois de muita coisa ter acontecido eu fiquei mais forte. Foi quando participei de uma reunião com familiares de pessoas com transtornos mentais em um CAPS de Porto Alegre. Fiquei impactada com a dor daquelas mulheres. Todas "mortas"!
  • Nessa época, meu filho sofria das comorbidades do autismo e os CAPS não estavam preparados para acolher autistas. Muito menos para acolher seus familiares. Até hoje, os profissionais reúnem os pais (quase sempre as mães) para contarem sobre a trajetória do filho e, assim fazerem o prontuário. O objetivo é atender às necessidades "dos filhos", seu pacientes. O foco é neles. A família é sempre secundária, quando não é a responsável por tudo.
  • Ninguém pergunta se nós, mães, estamos bem, se temos desejos ou sonhos! Ninguém cuida de nós, pessoas  aos frangalhos... Se pedirmos apoio, informam a direção: buscar consulta na UBS de nosso bairro. Teremos que aguardar muitas vezes e no mínimo mais um mês e descobrimos então que os profissionais não estão capacitados para nos acolher como precisaríamos. Eles não conhecem o funcionamento de uma mãe de pessoa especial. Nossas dores não são consideradas urgentes, mesmo que nossa vida escorra entre os dedos há décadas e que nosso filho retorne para casa sem que recebamos um pouco de cuidados só para nós.
  • Mães de pessoas especiais não costumam ter sonhos a realizar - exceto que haja cura ao seu filho... Sem outras esperanças e recursos, como podem sonhar se estão esvaziadas por atender às necessidades dele?
  • SONHOS CONCRETIZADOS
  • Nossos sonhos são muito poucos e menores para caberem em nossas possibilidades sempre futuras... Precisamos de alegria, no entanto, o mais importante é não nos sentirmos sozinhos, termos quem nos cuide - tanto que somos jogados de cá para lá para cuidar!
  • Naquela reunião no CAPS citada acima, observei profundamente aquelas mulheres exaustas no cuidado e tive a certeza de que não desejava aquela "vida sem vida", sem férias, sem sonhos, com abandono para ninguém, nem para mim. E me propus a fazer alguma coisa.
  • Como poderia ajudar a tantos familiares?
  • Tentamos muitas coisas, desde oficinas e projetos culturais até a revista O Cuidador. Mas sempre quisemos oferecer um lugar com muitos cuidados para cuidar quem cuida! Cuidar de você!
    1. No Cuidaqui.com, solicite Cuidados presenciais ou por
    2. skype, ou solicite nosso  WhatsApp
      1. NUNCA DESISTA DE VOCÊ! 

      Nossas parcerias vêm desde a primeira vontade de cuidar, vinda do coração.

    3. Agora você tem a quem recorrer em qualquer momento de tristeza! 

      1. No CVV, encontrará apoio emocional por telefonedisque 188 do CVV - ligação será gratuita! 

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em Porto Alegre/RS -  atendimento presencial ou grupal  - ACOLHIMENTO FAMILIAR OU ARTETERAPIA